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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

DIFERENÇA ENTRE LINHAÇA E OLEO DE PEIXE

Primeiramente o que é o tal “omega” 3, 6 ou 9?

Cerca de 90% das nossas gorduras alimentares vêm na forma de triglicéridos, os quais são constituídos por ácidos gordos e glicerol. Os ácidos gordos são constituídos por uma cadeia de átomos de carbono, com um grupo metil numa das extremidades e um grupo ácido na outra. Cada átomo de carbono tem um determinado número de átomos de hidrogénio ligados a si – o número exacto de átomos de hidrogénio está dependente do facto de se tratar de gorduras saturadas ou insaturadas. Os ácidos gordos saturados contêm o nível máximo de átomos de hidrogénio possível, enquanto que nos ácidos gordos insaturados, alguns dos átomos de hidrogénio encontram-se em falta, tendo sido substituídos por ligações duplas entre os átomos de carbono. Uma gordura é designada como “monoinsaturada” quando existe apenas uma ligação dupla, sendo que a designação de “polinsaturada” é utilizada quando existem duas ou mais duplas ligações. Os ómega 3 e ómega 6 constituem ácidos gordos, ambos do tipo polinsaturados. A diferença encontra-se a nível da ocorrência da primeira ligação dupla a nível da cadeia. Nos ácidos gordos ómega 3, a primeira ligação dupla encontra-se no terceiro átomo de carbono, enquanto que nos ácidos gordos ómega 6 a primeira dupla ligação ocorre no sexto átomo de carbono, a contar a partir da extremidade com o grupo metil (designada como ómega).

Há 3 tipos principais de ômegas hoje tão citados na alimentação.

O ômega 9 mais comumente achado nos alimentos é o ácido oléico. Uma gordura que se vc ingerir demais vai acumular e pode engordar. Apesar de haver citações de algumas propriedades anti-ateroescleróticas (há gorduras melhores p isso), ele não tem grandes outras grandes funções.

Do ômega 6 existem dois tipos principais (há vários outros contudo), um na forma de ácido linoléico e outro na forma de ácido gama-linolenico.
O ácido linoléico possui muita importancia no corpo para formação de estruturas celulares, etc, mas o seu consumo indicriminado como vem ocorrendo atualmente, desencadeia estados inflamatórios no organismo.
O ácido gama-linolênico possui efeito antiinflamatório e funciona quase como um hormonio na tpm, menopausa, está presente no óleo de primula, costumeiramente indicado p estes problemas. mas o corpo sintetiza este também à partir do ácido linoleico.

Do ômega 3 existem 3 principais, o ácido alfa-linolênico, o EPA e o DHA.
No caso do ácido alfa-linolênico, este é encontrado na linhaça. Sozinho ele não tem realmente as grandes propriedades ditas do omega 3 no corpo. Para funcionar assim ele precisa ser convertido pelo no organismo em EPA e DHA, as goduras que vão compor os neuronios no cerebro e destes em prostaglandinas do tipo 3 quando necessário.

Os omega 3 e 6 no corpo se convertem em prostaglandinas, que são substâncias de atividade quase similar a hormônios, sendo sinalizadores que ocasionam comportamentos celulares como inflamação, desinflamação, contrações musculares, alterações endócrinas, vasoconstrição ou vasodilatação, dor, etc.

Há 3 tipos principais de prostaglandinas:

- As prostaglandinas do tipo 1 e 3 são vasodilatadoras, modulam a coagulação, abaixam o mau colesterol e possuem atividade anti-inflamatória.



- As prostaglandinas do tipo 2 possuem efeito oposto.



Principalmente dois ácidos graxos poliinsaturados são indispensáveis ao bom fucionamento deste processo: Ácido linoléico (AL) e acido alfa-linolênico (AAL), ambos parte da família dos ômegas 3 e 6.



- As prostaglandinas do tipo 1 (PG1) são elaboradas à partir do ácido linoleico do tipo ômega 6 e ácido gama-linolênico AGL / GLA, ácido dihomo-gama-linolênico ADGL.



- As prostaglandinas do tipo 2 (PG2) são elaboradas à partir do ácido linoleico do tipo ômega 6 e ácido gama-linolênico AGL / GLA, ácido dihomo-gama-linolênico ADGL.



- As prostaglandinas do tipo 3 (PG3) são elaboradas à partir do ácido alfa-linolênico do tipo ômega 3 e ácido eicosapentaenóico ou EPA e ácido docosahexaenóico ou DHA).


O equiíbrio cárdio-vascular, por exemplo, depende grandemente da ação simultânea e antagonista destas prostaglandinas. A prostaglandina PGE2 possui uma ação vasoconstritiva e anti-hemorrágica (anti-coagulante), a PGE3 age estimulando a vasodilatação e a fluidificação do sangue.

A maior parte das pessoas sofrem de desordens que exigiriam mais a síntese de prostaglandinas do tipo 3 e não do tipo 2, mas a dieta tradicional atual das pessoas tem impedido isso e gerado cada vez mais prostaglandinas PGE2 que podem piorar ainda mais os problemas cardíacos, vasculares e articulares tão comuns na atualidade.



Para o ácido linoléico virar o ácido ácido araquidônico ele precisa ser convertido pela enzima Delta-5-desaturase (D5D) e assim irá virar prostaglandinas do tipo 2. Em certas situações esta prostaglandina é importante ao corpo, funciona como sinalizador inclusive para alertar que algo não está bem, mas seu excesso causa doenças inflamatórias graves como reumatismo, doenças auto-imunes, cancer, etc
O ácido linolênico para virar EPA e depois em prostaglandina do tipo 3 ou DHA, precisa ser também convertido pela Delta-5-desaturase (D5D). Aí então que mora a questão! Se você tem uma péssima alimentação, ingerindo altos teores de ômega 6 através de frituras (os óleo de girassol, soja, canola, algodão, milho são as principais fontes), a Delta-5-desaturase (D5D) fica emparedada e não consegue mais converter o ácido linolênico da linhaça em EPA! Por isso tem gente que toma óleo de linhaça e não fucniona, estão com os corpos lotados de frituras e óleos ruins, ricos em ômega 6. Daí só daria certo se tiver o EPA pronto, vindo do peixe.
Para que comece a dar certo, a pessoa precisa cortar as frituras e excesso de omega 6 da dieta, ou seja eliminar estes 5 óleos que citei anteriormente de sua cozinha.
Ninguem fica com deficiencia de omega 6 fazendo isso, enquanto ingerir sementes, castanhas que são fontes naturais e saudáveis destes óleos.


Também, os ácidos graxos ômega-3 competem com os ácidos graxos ômega-6 pelo mesmo local de ligação na enzima COX 1 que converte os ácidos graxos ômega 6 em prostaglandinas (razão pela qual a enzima COX 1 ou seu primo COX 2 são alvos de drogas anti-inflamatórias como o ibuprofeno). Quanto mais ácidos graxos ômega 3 presentes para bloquear os locais de ligação, menos ácidos graxos ômega 6 são capazes de se converterem em prostaglandinas.
As enzimas COX-1 e COX-2 são diretamente ligadas a processos inflamatórios no corpo e resumindo o omega 3 bloqueia seu efeito reduzindo inflamações como reumatismo e doenças auto-imunes e alergias tmb.
Embora ácidos graxos ômega-3 também sejam convertidos em prostaglandinas, as prostaglandinas formadas a partir do ômega 3 são geralmente de 2 a 50 vezes menos ativas do que aquelas formadas a partir do ômega 6. E elas agem desinflamando e estabilizando o corpo, trazendo sua homeostase.
A base bioquímica de outros benefícios do óleo de peixe - por exemplo, ácidos graxos de ômega-3 impactam no desenvolvimento neuronal e acuidade visual - são provavelmente devidos aos efeitos nos caminhos bioquímicos que regulam a transmissão nervosa. Compreender os diferentes caminhos através dos quais o ômega-3 trabalha para converter em protaglandinas ajuda a explicar porque os ácidos graxos ômega 6 não provêem os mesmos benefícios.

OBS:+++++ A utilização e assimilação dos ácidos graxos pelo organismo depende da ação sinérgica de uma série de nutrientes como minerais, vitaminas, oligo-elementos, enzimas, etc. A carência destes nutrientes numa dieta pode causar dificuldades na síntese adequada destas sustâncias pelo organismo e conseqüentemente favorecer o aparecimento de doenças. Assim: - O ácido linoleico exige zinco e magnésio para elaborar ácido gama-linolênico. - O ácido gama-linolênico exige a vitamina B6 para elaborar o ácido dihomo-gama-linoléico. - O ácido dihomo-gama-linolênico exige zinco, selênio, vitaminas B3, B9 e C para a elaboração das prostaglandinas. - Excesso de ácido linoléico na dieta pode impedir a conversão de ácido alfa-linolênico em PG3. Um dieta deficiente principalmente em verduras, frutas e cereais integrais pode desestruturar totalmente este sistema de conversão desencadeando um grande desequilíbrio funcional do organismo com o surgimento de doenças inflamatórias, mal funcionamento do metabolismo e das células, etc. ++++

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A terapia

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A Terapia CranioSacral (TCS) é um método manual, sutil, de avaliação e tratamento global do corpo, que pode ter um impacto positivo sobre vários sistemas corporais. Empregada isoladamente, ou em combinação com outros métodos de tratamento da saúde mais tradicionais, a TCS tem comprovado ser clinicamente eficaz em facilitar a capacidade de cura do corpo, e frequentemente produz resultados extraordinários.